Energia solar ainda vale a pena com a lei 14.300 e o Fio B?
O que a lei 14.300 mudou, como funciona a cobrança gradual do Fio B até 2029 e por que a energia solar continua compensando no Paraná.

Resposta rápida: sim, a energia solar continua valendo a pena. A lei 14.300/2022 criou uma cobrança gradual do Fio B sobre a energia compensada para sistemas conectados a partir de 2023, mas essa cobrança incide só sobre uma parte da tarifa. A maior parte da economia continua, e o investimento segue se pagando em poucos anos.
Desde que a lei 14.300 entrou em vigor, muita gente passou a ouvir falar em “taxação do sol” e ficou na dúvida se ainda compensa instalar painéis. Neste artigo, explicamos o que mudou de verdade, quanto o Fio B pesa e por que a conta continua favorável para casas e empresas de Fazenda Rio Grande e de todo o Paraná.
O que é a lei 14.300?
A lei 14.300, de janeiro de 2022, é o marco legal da micro e minigeração distribuída. Ela transformou em lei as regras do sistema de compensação de energia, que antes estavam só em resoluções da Aneel, e trouxe mais segurança jurídica para quem gera a própria energia.
Pontos principais da lei:
- define microgeração (até 75 kW) e minigeração (acima de 75 kW);
- mantém o sistema de créditos: a energia injetada na rede abate o consumo, e os créditos valem por 60 meses;
- garante as regras antigas até 2045 para quem já tinha sistema ou protocolou o pedido de acesso até 7 de janeiro de 2023;
- cria uma transição para os novos sistemas, com a cobrança gradual do Fio B.
O que é o Fio B?
A tarifa de energia tem várias partes. Uma delas é a TUSD Fio B, que remunera a distribuidora (no nosso caso, a Copel) pelo uso da rede de distribuição: postes, cabos, transformadores e manutenção.
Antes da lei, a energia que você injetava e depois usava de volta era compensada por inteiro. Agora, para sistemas novos, uma parte do Fio B passa a ser cobrada sobre essa energia compensada. Ou seja: não é um imposto sobre o sol, e sim o pagamento pelo uso da rede quando a sua energia passa por ela.
Quanto o Fio B vai pesar até 2029?
A cobrança sobe aos poucos, conforme a lei:
| Ano | Parcela do Fio B cobrada sobre a energia compensada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
| A partir de 2029 | Regra definida pela Aneel |
Dois detalhes importantes:
- a cobrança é sobre o Fio B, que é só uma fração da tarifa total, e não sobre a conta inteira;
- ela incide apenas sobre a energia injetada e depois compensada. A energia que você gera e consome na hora, sem passar pela rede, não paga Fio B.
Então, ainda vale a pena?
Sim, por quatro motivos:
- A economia continua alta: mesmo com o Fio B, a redução na conta de luz segue grande, porque a maior parte da tarifa continua sendo compensada.
- O consumo simultâneo não paga Fio B: empresas, comércios e quem usa energia durante o dia aproveitam mais a geração na hora e sentem menos a mudança.
- A tarifa sobe todo ano: cada reajuste da energia aumenta o valor da sua economia em reais.
- Os equipamentos ficaram mais eficientes: painéis de maior potência geram mais no mesmo espaço de telhado.
Nos projetos da ALC Solar, o retorno do investimento continua em 3 a 5 anos, em média, já considerando as regras atuais. Veja como fazer essa conta no artigo quanto custa energia solar em Fazenda Rio Grande e região.
Quem instalou antes de 2023 perde alguma coisa?
Não. Quem já tinha o sistema conectado ou protocolou a solicitação de acesso até 7 de janeiro de 2023 mantém as regras antigas, com compensação integral, até 31 de dezembro de 2045.
Como aproveitar melhor a energia solar com as regras atuais?
- Use mais energia de dia: máquinas, bombas, ar-condicionado e recarga do carro elétrico no horário de sol aumentam o consumo simultâneo.
- Dimensione certo: um sistema maior do que o necessário gera créditos que podem expirar sem uso.
- Escolha bons equipamentos: geração constante por 25 anos pesa mais no resultado do que a diferença de preço inicial.
Para ver o passo a passo da conexão com a rede, leia o artigo sobre a homologação na Copel.
Fontes: lei federal 14.300/2022 e regulamentação da Aneel. As regras para depois de 2028 ainda dependem de definição da Aneel; este artigo será atualizado quando houver mudança.
Perguntas frequentes
O que é a taxação do sol?
É o nome popular da cobrança gradual do Fio B criada pela lei 14.300 para sistemas conectados a partir de 2023. Ela cobra pelo uso da rede de distribuição sobre a energia compensada, e não sobre a energia gerada.
Quanto do Fio B é cobrado em 2026?
Em 2026, a cobrança é de 60% do Fio B sobre a energia compensada. Ela sobe para 75% em 2027 e 90% em 2028.
A energia que eu gero e uso na hora paga Fio B?
Não. O Fio B incide só sobre a energia injetada na rede e depois compensada.
Quem instalou energia solar antes de 2023 vai pagar Fio B?
Não. Quem conectou ou protocolou o pedido de acesso até 7 de janeiro de 2023 mantém as regras antigas até 2045.
Energia solar ainda compensa em Fazenda Rio Grande?
Sim. Nos projetos da ALC Solar na região, o retorno continua em 3 a 5 anos, em média, já com as regras atuais.



